quarta-feira, 7 de maio de 2014



Surdocegueira e Deficiência Múltipla: diferenças,
necessidades e estratégias.

A Surdocegueira constitui-se de uma de uma deficiência em que o indivíduo apresenta uma perda substancial da visão e da audição, podendo ela ser congênita ou adquirida.Segundo o fascículo AEE / DMU (2010)  as pessoas surdocegas encontram-se divididas em quatro categorias: pessoas que eram cegas e tornaram-se surdas, pessoas surdas que tornaram-se cegas, pessoas que se tornaram surdocegas, pessoas que nasceram surdocegas ou se tornaram antes de adquirirem a linguagem.
Ao passo que na Deficiência Múltipla o sujeito apresenta mais de uma deficiência associada, podendo ser deficiente visual e mental, deficiente auditivo e mental, deficiente auditivo e autismo e outros.
        As necessidades básicas dessas pessoas acontecem através do corpo, nesse sentido, torna-se relevante o favorecimento do esquema corporal, uma vez que ele possibilitará o aluno a conhecer a si próprio e o mundo ao seu redor.
É comum percebermos também nesses indivíduos uma limitação no tocante a comunicação, para isso deve-se disponibilizar recursos que de fato favoreçam a aquisição da linguagem de forma estrutural.
No tocante às estratégias, a princípio, torna-se necessário o respeito e o reconhecimento desses sujeitos enquanto pessoasúnicas, que apesar de suas limitações apresentam capacidades e habilidades.
Sabemosque a perda de um ou de ambos os sentidos como a visão e a audição acarreta prejuízos no que diz respeito a comunicação. Elaborar um código com esse aluno é de extrema importância e necessidade, uma vez que a interação com o outro e com o meio favorecerá a experiências significativas.
Desse modo, ao aluno com Surdocegueira ou Deficiência Múltipla necessita de uma comunicação inicial através do corpo e da vocalização dos fonemas, bem como de trabalhos que envolvam a construção de rotinas estruturadas, a caixa de antecipação, a estimulação com o tato, dentre outros.

Referências:
BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010).

domingo, 8 de dezembro de 2013

A audiodescrição: um recurso de 

acessibilidade significativo.

A audiodescrição é a arte de transformar aquilo que é visto no que é ouvido, abrindo, assim muitas janelas do mundo para as pessoas com deficiência visual. 

Este recurso possibilita esses indivíduos, conhecerem figurinos, cenários, expressões faciais, linguagem corporal, entrada e saída de personagens de cena, bem como outros tipos de ação, utilizados em televisão, cinema, teatro, museus e exposições.

Uma boa sugestão envolvendo essa ferramenta são os livros da coleção "Era uma vez um Conto de Fadas Inclusivo". Tal coleção é composta por 11 livros, incluindo um CD com audiodescrição, os textos e ilustrações são de Cristiano Refosco e design gráfico de Leandro Selister. As histórias são inspiradas nos clássicos infantis, porém os personagens principais dos enredos possuem algum tipo de deficiência.

Como atividade, o professor pode realizar ao final da leitura desse livro,  a leitura da versão original e posteriormente discutir com os alunos as diferenças e semelhanças com relação as características dos personagens e os enredos.

  



 

domingo, 20 de outubro de 2013

Sugestão de atividade:


     Como sugestão de atividade a ser trabalhada com o aluno com deficiência intelectual, apresento o "Jogo da Memória Numérico".
     Este jogo pode ser confeccionado com material reciclado (tampas de latas e EVA). É uma variação do jogo da memória comum, essa sugestão consiste na escrita dos algarismos tanto na sua forma cardinal como na forma escrita.
      A regra do jogo é encontrar os pares numéricos, forma escrita (por extenso) e representação (forma cardinal). Este tipo de atividade proporciona um maior desafio para o aluno, além do reconhecimento das representações númericas.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013



 TECNOLOGIA ASSISTIVA

 

    O termo Tecnologia Assistiva apesar de ainda novo, aos poucos vem ganhando seu espaço no ambiente educacional. 
    Refere-se a toda a gama de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência. Propõe-se a romper as barreiras existentes, as quais impedem a plena participação dessas pessoas em atividades do seu interesse e necessidades. (BERSCH)

   Para ilustrarmos, apresentamos dentro do grupo das órteses ou adaptações físicas - diz respeito a todos os aparelhos ou adaptações fixadas e utilizadas no corpo do aluno com o propósito de facilitar a interação do educando com o computador - o estabilizador de punho.    
     O estabilizador de punho é direcionado, principalmente, para alunos,  com paralisia cerebral, que apresentam a necessidade de estabilizar o punho no momento da digitação.





 

sábado, 3 de agosto de 2013



O desafio nosso de cada dia.

O professor do Atendimento Educacional Especializado (AEE) além de desempenhar, na Sala de Recursos Multifuncionais, o atendimento pedagógico com o aluno publico alvo da Educação Especial, torna-se também responsável por outras atribuições desempenhadas no contexto da instituição escolar são algumas delas: orientação familiar, orientação aos professores de sala de aula regular como forma de estar pensando em estratégias e elaborando atividades para os alunos com deficiência, promover momentos de sensibilizações junto à comunidade escolar, realizar formação junto à equipe pedagógica da escola, de forma a levarem a uma reflexão sobre o papel de cada um no processo de inclusão dos alunos com deficiência, construção de materiais, além de outras designações.
O estudo de caso é de suma importância para a elaboração do nosso plano de Atendimento Educacional Especializado (AEE), configurando-se um norteador de nossas ações futuras. Nele estão contidas informações essenciais colhidas através de observações do aluno em sala de aula e demais espaços da escola, conversas com a família e/ou responsáveis e profissionais que acompanham o aluno, entrevista com os professores e a nossa própria avaliação inicial na Sala de Recursos Multifuncionais. A construção do estudo de caso nos fornece uma maior segurança para a elaboração do plano de AEE, o qual virá em seguida, pois através dessas informações podemos compreender com maior clareza esse aluno.
O plano de AEE uma vez elaborado reflete as estratégias, recursos e instrumentos que acreditamos poderem ser desenvolvidos junto a esse aluno com vistas a contribuir para o avanço na sua aprendizagem, por ser individual, para cada discente serão propostas estratégias nos aspectos em que o aluno apresenta uma maior necessidade. Todavia torna-se essencial a avaliação e reavaliação do plano no decorrer do desenvolvimento de suas ações, o dialogo constante com os pais e professores é um importante indicativo para sabermos se há boas repercussões no processo de aprendizagem desse aluno.
Nesse sentido sabemos que o bom êxito de um plano de AEE não depende única e exclusivamente do professor da SRM, ele é resultado de todo um envolvimento da comunidade escolar, pais, alunos, professores e funcionários, quando estes acreditam e têm como prioridade os alunos.

Luzia Mirnia Vieira Fernandes

domingo, 26 de maio de 2013

(http://www.bancodeescola.com/palestra.htm.)
 
O artigo, apresentado na 6ª jornada de Educação Especial, na Faculdade de Filosofia e Ciência – UNESP, em Maríia, SP, aborda alguns desafios, impasses e dificuldades enfrentados por todos aqueles que estão envolvidos com a temática da Educação Inclusiva. De acordo com a autora, as políticas públicas voltadas para a pessoa com deficiência, estão engajadas segundo o tripé: educação, saúde e assistência social, porém o que se percebe é a concepção desse sujeito como um ser incompleto, fragmentado, uma vez que as ações, nesses três setores se constituem em práticas isoladas. Ao final do trabalho, a autora, deficiente visual, relata uma experiência em uma sala de aula regular, enfatizando a sua apreciação ao discutir sobre o sistema Braille de escrita com os alunos.

De SÁ, Elizabet Dias. Educação Inclusiva no Brasil: Sonho ou Realidade? Disponível em: http://www.bancodeescola.com/palestra.htm. Acesso em 10/05/2013